
Becky e eu no bus
No segundo fim de semana eu e mais 6 coleguinhas do grupo (Amber, Amber, Becky, Courtney, Mark e Stephann) entramos em um onibus pior que o eixão aqui de Goiânia e fomos passar o fim de semana em Puno. A viagem levou mais ou menos 7 horas. Eu ri MUITO dos meus amigos Americanos e Europeus, acostumados com as estradas de primeiro mundo, com medo de cada sacodida do busão. Eles passaram o tempo todo acordadaços... Eu, brasileirissima, encostei e dormi ;p
Pagamos 100 dólares pelo fim de semana
all incluse. Hotel, comida, passeios. Tudo. Deu pra imaginar a furada né? hoho
Chegamos em Puno as 5 da manha e um "guia turístico" deveria nos buscar na rodoviária e levar pro hotel. E buscou. Claro que nós tivemos que pagar o táxi. Quanto ao
hotel, bem, era a
casa dele! Nos hospedamos na sala, com três sofás, duas poltronas e alguns cobertores... Além de mais três hospedes! Na hora chingamos muuuuito. Mas, como toda furada assim, a história rendeu muita risada depois.
Courtney e eu nos aninhamos e dividimos uma poltrona, e dormirmos por 2 horas. As 7 da madrugada o "tio" acordou a gente que era hora da viagem de verdade começar.
Acontece que Puno, em si, não tem graça nenhuma. O que nos atraiu até o local foi o maravilhoso lago Titicaca, que é o lago navagável mais alto do mundo, está a 3821 metros acima do nível do mar e tem 8300KM², fica entre a Bolívia e o Peru. No lago existem 41 ilhas, visitei 4. Amantani, Taquile e duas "Uros". Uros são ilhas flutuantes artificiais, feitas de totora. Aliás, totora é a melhor invenção do mundo! Eles fazem ilhas com ela, usam pra pescar e ainda comem.
Em casa ilhazinha moram em média 10 famílias, 30 ou 40 pessoas. Quando a gente anda nela a sensação é de estar andando em uma cama elástica. É lindo. Lá eles vivem de totora, pesca, batata e venda de artesanato para turistas. Como disse, visitamos 2 delas...

Essa senhora convidou Courtney e eu para conhecer a casa dela, em Uros. Sim, nós encostavamos no teto. Era isso aí da foto, para quatro pessoas. Nas fotos a baixo da pra ver melhor as casinhas...
De Uros seguimos para Amantani, que foi o lugar mais pobre que já visitei na vida. É uma ilha de verdade. Sem asfalto, sem água encanada, sem lojas, sem nada. Tem casinhas de barro e pedra, uma escolinha, animais e gente. Dormimos lá. Em casa de moradores mesmo, algo dos nossos 100 dolares foi pago a eles... E as refeições eram nas casas mesmo. Sopa de quinoa, nhami. Parece sopa de mini arroz... Basicamente eles comem isso e batata. Isso se chama turismo vivencial ;p
Amber, Amber e eu ficamos na mesma casa. Legal que lá quase ninguém fala espanhol, só quéchua. Então, entender que é bom nada!
Lembram que eu disse do frio de Cuzco? Esqueçam. Puno é mil vezes mais frio! Por ser ilha, pela precariedade das casas e... Bem, não tinha forro. Nem luz elétrica. Nada. Ou seja, veeeeeento! Nós 3 acabamos dormindo na mesma cama com
treze cobertas. Claro que ninguém nem pensou em tomar banho. Que, aliás, é no tempo com baldinho e água fria. brrrr!

Vista da nossa house...
No final da tarde nos levaram para escalar uma montanha. É, você não leu errado, escalar uma montanha. Tudo isso para ver o por do sol... Mas valeu
totalmente a pena. Foi a coisa mais linda que já vi na vida.
Levou a vida toda pra subir tudo. Andamos, andamos e andamos. Chegando lá, não sentia mais as pernas, tudo doía, o ar faltava... E aí...

O lindo foi que eles fizeram uma festa típica para nós. Música típica dos andes, vestimos as roupas fofas que eles usam e dançamos lindamente *..* Tá, não foi pra NÓS. Eles fazem toda noite, pra todos os turistas... Chamam de folclore. Mas que seja. Foi lindo assim mesmo.
Fiquei linda vestida de quéchua! hahaha Infelizmente não tenho nenhuma foto do mico.
No dia seguinte, cedinho, subimos no nosso barquinho e zarpamos para Taquile, a ultima parada antes de voltar pra casa (sim, Cuzco = Casa). Foram umas 3 horas de barco e eu dormi muuuito. Estava super cansada, só para chegar na ultima ilha e descobrir outra escalada. Taquile é beem mais desenvolvida que Amantani. Eles tem um restaurante e lojas. E o celular pega. Andamos duas horas em subida ingrime para almoçar um omelete de espinafre. Depois de 2 dias comendo só sopa de quínua, foi a melhor coisa que já comi na vida!

Voltamos para Puno no final da tarde e passamos cerca de 2 horas na cidade antes de pegar o ônibus de volta para Cuzco. Comemos pizza, muita pizza. Chegamos em Cuzco as 5 da manhã de segunda-feira e tinhamos aula... Eu tomei banho, depois de ficar o fim de semana inteiro sem... E corri pra aula! Dormir? Só as 2 da madrugada seguinte.
No fim de semana de Puno me senti o tempo todo como se estivesse na época medieval. Desligada da correria do mundo de hoje, sem tecnologia, só me preocupando em chegar a tempo do por-do-sol e dançar... Todas as desvantagens somem perante as boas lembranças. Claro, existem jeitos muito mais luxuosos de visitar Puno e o lago Titicaca, mas viver a cultura não tem preço!
Sobre a promoção... Já comprei os 6 esmaltes ;p Inscrições até quinta, resultado quinta a noite... Bjs